sábado, 31 de janeiro de 2015

Atmosfera dos irresponsáveis | Lixo permanece queimando no sábado

Conforme demonstra a fotografia registrada na tarde deste sábado (31/01), o vento mudou de posição levando a fumaça para o sentido oposto das comunidades de Santa Isabel e Nova Bom Jesus

No entanto as autoridades de saúde pública devem ficar em alerta com a comunidade da Asa Branca, mesmo que a fumaça chegue com menos intensidade. Com a permanência do calor a tendência é que o fogo permaneça queimando os gases do subsolo do lixão.



Alerta ambiental | Entrevista com professor Ricardo Freire – Jornal do Vale (31/01/2015)

Ambientalista faz um grave alerta sobre mais um fator que pode vir a depredar o rio Itabapoana, mineroduto da Ferrous é o problema polemizado

Seu alerta se deve ao fato do sistema necessitar de um enorme volume de água para levar o minério de ferro até o destino, e segundo informado na entrevista é que está previsto ter um ponto de abastecimento do sistema em Bom Jesus do Itabapoana comprometendo ainda mais a fragilidade do Itabapoana.


Abaixo temos a entrevista que vale apena ficar atentos a esta polêmica.

Santa Isabel | Mais assoreamento para o assoreado Itabapoana

Estrada entre Nova Bom Jesus e Campo do Poeira conta com um profundo corte em uma encosta e com o alargamento da estrada suprimindo árvores e com risco de despejo de terra no rio

Ainda não se sabe de quem é a responsabilidade sobre este crime ambiental que expôs o rio a receber muita terra quando chover, cabe salientar que esta área pertence ao município, sendo ou agregado ao conjunto habitacional da Nova Bom Jesus ou o Núcleo Industrial.

Como se fosse pouco o volume de esgoto industrial sem tratamento que se despeja no rio, agora temos este corte criminoso em uma área de preservação permanente, o que nos leva a aproveitar a oportunidade e levar este fato ao conhecimento dos “cientistas” ambientais do governo que queriam desalojar setenta famílias na mesma Santa Isabel.



Fato é que os absurdos gerenciais da turma da grilagem de terras permanecem a todo vapor na região, agora temos esta novidade, uma estrada que foi cortada no sentido do rio, em vez de se preservar se ataca.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Tecnologia sustentável | ENERGIA SOLAR BOMBEIA ÁGUA NO PIAUÍ

Projeto que envolve parceria entre a USP e a Universidade Federal do Piauí gera eletricidade para irrigar lavouras

O sertão vai virar mar, como dizia Antonio Conselheiro? Nem tanto. Mas regiões semiáridas estão se transformando em verdadeiros oásis graças a um projeto que captura energia solar – abundante na região – para bombear água do subsolo e irrigar plantações. 

Chamado “Sol e Água no Sertão”, o projeto é uma iniciativa do Instituto Piauí Solar, que instalou dez placas de captação de energia solar na Comunidade Exu, em Oeiras, região do centro-sul piauiense, para gerar a energia que move uma bomba de água.

Cerca de mil metros de canos em sistema de gotejamento irrigam plantações de frutas e legumes, garantindo a produção de alimentos para os habitantes da região

A energia fotovoltaica, além de limpa e renovável, preenche carências de regiões afastadas onde a distribuição de energia elétrica é precária ou mesmo inexistente. Segundo destaca o IPS, o diferencial desse projeto, único no Piauí, é a utilização de um dispositivo para acoplar os painéis fotovoltaicos a uma motobomba trifásica (todos fabricados no país), barateando o sistema e facilitando a manutenção e troca de equipamentos. 

PLACA SOLAR DO PROJETO DO IPS (FOTO: DIVULGAÇÃO)
O projeto foi desenvolvido com apoio do Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos da Universidade de São Paulo e instituições locais (CEFAS, FUNDED e SEMA).

A Universidade Federal do Piauí também se une a esse esforço, desenvolvendo projetos que utilizam energias alternativas, como o de Revitalização de Kit Solar, para captação de energia solar por meio de placas fotovoltaicas, que convertem radiação solar em energia elétrica, alimentam luminárias e coletam dados; o de Dimensionamento de Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede, que visa realizar estudos e cálculos necessários para propor a instalação de uma pequena usina solar fotovoltaica no campus; e o de Desenvolvimento de Modelos de Bateria, utilizado para simulações de sistemas fotovoltaicos isolados.

Com grande incidência solar praticamente o ano inteiro, o Piauí ainda não aproveita todo esse potencial, na opinião do professor Marcos Lira, do curso de engenharia elétrica da UFPI. Para ele, é necessária uma interação entre governo, empresas e universidades para desenvolver projetos de energias renováveis.