terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Gado clandestino em APP oferece perigo na RJ 230 serrana

Falta de fiscalização ambiental no município facilita a vida de posseiros que gado que não tem terras e nem condições financeiras para arrendar uma pastagem, com isso a alternativa é a Área de Preservação Permanente da PCH Pirapetinga

Já faz bastante tempo que ocorre esta grave irregularidade, o local de sempre é próximo a Ponte da lagartixa, e como é uma área sem cerca o gado frequentemente vai para o asfalto, como no anoitecer de terça-feira (03/02) em que tínhamos seis cabeças vagando pela rodovia em um horário de muito pouca visibilidade, aumentando anda mais o risco de acidentes.

Além do perigo constante neste trecho da estrada, que fica entre a estrada da PCH Franca Amaral e nas proximidades do Pesque e pague das Palmeiras, este gado clandestino que é tocado para dentro da APP já destruiu todo o trabalho de reflorestamento que foi realizado entre 2012 e 2013, ocasião que pude acompanhar o excelente trabalho realizado pela empresa especializada de Belo Horizonte, que foi contratada pela concessionária da usina.

Fica o registro para quem sabe um dia teremos em nosso poder público local uma fiscalização ambiental comprometida com a sustentabilidade, e não com a postura negligente que temos atualmente no departamento de meio ambiente.

Guarnição do CPAm interdita extração de areia em Área de Preservação Permanente

No último sábado (31), policiais militares da Unidade de Polícia Ambiental do Desengano interditaram um areal clandestino em Barra do Pirapitinga, região serrana bom-jesuense

Após a incursão realizada na semana anterior na serra bom-jesuense os agentes retornaram a um dos pontos vistoriados, e nas proximidades da PCH Franca Amaral encontraram no leito do rio Itabapoana uma balsa usada na retirada de minerais das margens do rio. O local estava sendo explorado clandestinamente há dois anos.

O responsável pelo areal que não foi localizado no momento da operação, porém o mesmo já foi identificado pelos agentes e será responsabilizado pelo crime ambiental que foi registrado na 144ª DP. 

Imagem registrada no dia 10 de janeiro de 2015

O Comando de Polícia Ambiental pede que a população continue contribuindo com informações, entrando em contato com o Disque Denúncia através dos telefones:

(21) 2253-1177 (capital) ou 0300 253-1177 (interior), ou ainda pelo telefone do próprio CPAm: (21) 2334-7634. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

As agressões ambientais que refletem na saúde do bom-jesuense

Em seu pronunciamento, Ricardo Aguiar alerta para o crescente número de casos de câncer entre bom-jesuenses

E são muitos os fatores ambientais que podem estar contribuindo com este fenômeno apontado por Aguiar, temos por exemplo em toda sede do município o sistema de abastecimento de água em tubos de amianto, material banido em todo mundo civilizado por justamente ser altamente cancerígena, a água que chega por nossas torneiras vem desses material.

Outro problema de fatalmente se torna crônico em uma faixa cada vez maior da população periférica está nas doenças do aparelho digestivo por conta da total falta de tratamento de esgoto no município, temos em diversas comunidades diversas valas negras de esgoto a céu aberto, sem contar com constante despejo de esgoto no rio próximo ao ponto de captação da CEDAE.

Já para as comunidades da Nova Bom Jesus, Santa Isabel e Asa Branca temos a toxina atmosférica cada vez mais constante no lixão incendia de Santa Isabel, desde sexta-feira (30/01) que a fumaça se mantém constante, hora poluindo Santa Isabel, hora Asa Branca, hora Nova Bom Jesus, e nesta segunda-feira a direção do vento apontava a toxina para os funcionários da fábrica Xamêgo Bom.



Com tantos absurdos ambientais existentes em Bom Jesus do Itabapoana, é mais que esperado que em breve nosso sistema de saúde púbica e até mesmo o privado entrem em colapso de atendimento. E o que as autoridades estão planejando para reverter este quadro?

Lixo hospitalar | Contrato para prestação do serviço é alvo de questionamentos

Segundo discussão legislativa, a empresa fará a coleta de lixo quinzenalmente, criando um impasse entre os estabelecimentos geradores do lixo hospitalar

Se confirmado esta informação teremos um grande problema com os estabelecimentos de saúde do município, tanto públicos como privados, o problema se encontra onde os mesmos irão armazenar o lixo hospitalar para aguardar a empresa contratada pelo governo para coletar o mesmo.

Exitem algumas situações que carecem de explicações convincentes dos gestores públicos neste contrato

Para se ter uma ideia da falta de condições de armazenamento de lixo hospitalar nos estabelecimentos, sejam clínicas particulares, PSF’s, laboratórios de análises clínicas particulares e o público, e o próprio hospital com o PU, a coleta era feita DUAS VEZES POR DIA e TODOS OS DIAS, e agora segundo foi comentado na sessão legislativa desta segunda-feira, é que a coleta será realizada quinzenalmente, um absurdo a falta de planejamento e bom senso.

E o valor do contrato nos leva a suspeitar que se o serviço será de fato prestado quinzenalmente teremos uma situação gritante, pois a secretaria de saúde vai pagar mensalmente a quantia de R$ 21.150,72 por doze meses que totaliza R$ 253,808,64.

Geralmente o tratamento dado a lixo hospitalar é a incineração com equipamentos adequados para filtrar os gases emitidos, porém nada justifica um custo tão alto para prestar tal serviço, caso fosse assim, valeria apena o município implantar este serviço para atender as cidades da região.

Ainda cabe salientar que ficou de fora das discussões deste tema a possiblidade desta empresa contratada ser de propriedade do marido de um cargo comissionado da mesma secretaria de saúde.