domingo, 14 de dezembro de 2014

Aterro particular expõe Córrego Santa Rosa ao assoreamento

Intervenção está localizada na rua Gonçalves da Silva formando mais um ponto de despejo de terra no córrego próximo à cratera na rua Guilherme Mathias

Conforme indicado com as linhas amarelas na fotografia desta publicação, o aterro está rente ao córrego com o mesmo apresentando sinais de perda de solo com um processo de erosão levando terra para dentro do riacho.

Recentemente uma moradora do bairro Santa Rosa protestou que sua casa estava sendo invadida pelo esgoto que estava vindo da rede, tal problema pode estar relacionado com a obstrução do córrego nos pontos de despejo de terra, que são muitos desde a barragem até a rua Guilherme Mathias.

O desordenamento urbano com muitas intervenções como esta tem tornado Bom Jesus do Itabapoana uma cidade inviável e cada vez mais hostil para seus próprios moradores de diversas localidades da sede do município.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Defesa civil BJI | Parque da Pedreira e Santa Rosa apresentam sérios problemas com risco de deslizamento de encostas

Erosão avança de maneira alarmante com previsão de deslizamento com obstrução de vias em ambos locais

A situação mais grave se encontra na encosta na margem da rodovia RJ 230 na chegada do bairro Santa Rosa, quando visitou a barragem do bairro em fevereiro de 2014, equipe do Inea constatou a necessidade de construir uma canaleta para desviar o curso da água da chuva que conter a erosão, porém somente em setembro de 2014 que topógrafos contratados pelo estado estiveram realizando a medição da área, sem a menor previsão de início da obra.

Conforme está nítido na fotografia ao lado, a maneira como a erosão está cortando a montanha caminha para um enorme deslizamento que poderá levar todo barranco que se desprende com as árvores levando a obstrução da rodovia como principal consequência observada.

Esta situação demonstra o quanto negligente é o poder público municipal e estadual com os problemas dessa natureza na RJ 230, uma obra de construção de canaletas para escoamento pluvial é baixíssima complexidade e custo, bastando somente um pouco de pró-atividade dos gestores públicos em questões ambientais.

No caso do Parque da Pedreira o problema é de menor dimensão porém de maior gravidade devido a existências de residências próximas a uma encosta que sofre com um grave processo de perda de solo, e a situação se assemelha ao primeiro caso, com a erosão cortando um grande barranco que desmoronando poderá invadir uma residência e obstruindo a via principal do bairro deixando diversas casas ilhadas.

Em ambos os casos não basta somente construir as canaletas de escoamento pluvial, é necessário um amplo programa de reflorestamento dessas encostas que estão tomadas pela erosão, e com o tempo as próprias canaletas que serão construídas poderão ser levadas pela sedimentação do solo, o problema é sério e urgente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Plano de Saneamento da bacia do Itabapoana | As constatações e os desafios do projeto

Situação relatada em documento retrata uma grave crise de abastecimento no município

O plano de saneamento básico de Bom Jesus do Itabapoana que está em fase de debates e estudos terá uma importante audiência pública nesta semana (12/12) e nos trabalhos já realizados até o momento já contamos com um minucioso documento que detalha o atual cenário de nossa cidade em três aspectos; Serviço de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário e drenagem pluvial urbana.

Clique na imagem e baixe o relatório
O documento que conta com mais de duzentas páginas relatando de maneira detalhada e com propriedade técnica em um estudo preciso de nossa conjuntura ambiental no que tange a parte realizada e levantada pela equipe técnica responsável pelo projeto.
Por outro lado ao ler de maneira superficial o relatório pude detectar pelo menos uma informação inverídica que provavelmente fora oferecida pelo executivo, tal informação relata uma ocorrência de enchente do Rio Itabapoana no verão de 2015, e a verdade dos fatos garante que desde 2010 que tal fato não ocorre.

No mais, o documento prima pela imparcialidade nos relatos, como no caso em que aponta o processo de sucateamento das estações de tratamento de água do SAAE nos distritos do município e as precárias condições do abastecimento de água disponibilizado pela CEDAE em Carabuçu e na sede do município.
O trabalho vem sendo conduzido com seriedade e extremo critério pela equipe gestora do projeto que abrange as regiões do baixo Paraíba do Sul e do Itabapoana, porém tudo pode vir a ser perdido por fatores que estão fora do alcance técnico.

A falta de comprometimento ambiental do atual governo e o profundo processo de corrupção promovido pelo mesmo nas obras públicas pode levar tudo que está sendo planejado a lugar nenhum, o interesse aparente do executivo neste plano de saneamento de Bom Jesus do Itabapoana muito se concentra nas grandes obras subterrâneas que estão previstas, e não com a qualidade de vida dos bom-jesuenses propriamente dita.


Nas próximas publicações sobre este tema, vamos abordar esses empecilhos separadamente em cada aspecto contido no documento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Gestão pública BJI | Consequências da terceirização da limpeza urbana e coleta de lixo

Crescimento de doenças por picadas de mosquito em 2011 foi alarmante se comparado com anos anteriores

Nesta reportagem temos como imagem ilustrativa um gráfico com o número de casos de doenças transmitidas por picadas de mosquitos entre os anos de 2001 e 2011, e até 2010 tínhamos um desempenho em tese regular, com um pico de 670 casos em 2007, ano da transição entre os governos de Carlos Garcia e Paulo Sergio Ciryllo.

Talvez o fato do atraso no pagamento do salário dos servidores pode ter sido o fator que tenha destacado tantos casos se comparados com os anos anteriores, entretanto no ano de 2011 temos um salto absurdo de casos conforme atesta o "documento de elaboração de estudos e projetos para consecução do plano regional de saneamento básico dos municípios inseridos na região hidrográfica do baixo Paraíba do Sul e Itabapoana."

Este número discrepante de casos de doenças por picadas de mosquito no ano de 2011 tem muita relação com o fato do governo ter inaugurado a era das terceirizações do serviço de coleta de lixo e limpeza urbana, o primeiro contrato com a empresa Angemar se deu no segundo semestre de 2010, e na sequencia veio o contrato com a Top Mak em 2012 que dura até hoje.

Desde quando se iniciou as terceirizações neste serviço que Bom Jesus do Itabapoana teve seus problemas ambientais e sanitários agravados com a notória ineficiência do serviço prestado por ambas as empresas, e o resultado está claro que nossa cidade ficou insalubre para seus próprios cidadãos.